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O AMOR
ROMÂNTICO E AIDS.
PARCEIROS PERIGOSOS NOS ADOLESCENTES BRASILEIROS
Ana Maria Fonseca
Zampieri ¹
ROMANTIC LOVE AND AIDS.
DANGEROUS PARTNERS IN BRAZILIAN ADOLESCENTS
Resumo:
Pesquisa com intervenção desenvolvida em 2006, 2007 e 2008
na cidade de São Paulo, na região do Butantã, com onze mil
adolescentes, sobre prevenção de HIV/ Aids através da
sexualidade. Apresenta um recorte desta pesquisa no que diz
respeito ao amor romântico dos adolescentes brasileiros como um
fator de vulnerabilidade importante ao HIV. Pesquisa qualitativa e
quantitativa com temas de: conceitos, transmissão e prevenção
de Aids, sexo oral e anal, gravidez e transmissão vertical, questões
de gênero e violência doméstica e sexual, homofobia, crenças,
mitos e valores ligados à sexualidade e educação sexual e da
Aids nas escolas e nas famílias. Usou o método Sociodrama
Construtivista da Aids, no qual desenvolve vivências com os
adolescentes, através das quais são co-construídas articulações
entre informações sobre HIV/ Aids e o cotidiano de suas vidas
sexuais.
Palavras-chave: Aids - Adolescentes - Sexualidade - Prevenção
- Sociodrama
Abstract: Research on intervention developed in 2006, 2007
and
2008 in
São Paulo, in the Butantã, with eleven thousand teenagers on
preventing HIV / AIDS through sexuality. It features a clip of
this research with regard to romantic love of Brazilian
adolescents as an important factor of vulnerability to HIV.
Qualitative and quantitative research with themes: concepts,
transmission and prevention of AIDS, oral and anal sex, pregnancy
and vertical transmission, gender and sexual and domestic violence,
homophobia, beliefs, myths and values related to sexuality and sex
education and AIDS in schools and families. He used the method
Constructive Role-AIDS, which develops experiences with young
people, through which are co-constructed links between information
about HIV / AIDS and lifestyle of their sex lives.
Key-words:
Aids - Adolescents - Sexuality - Prevention - Sociodrama
______________
¹
Pós doutorada, doutora e mestre
em Psicologia Clínica.
Terapeuta
Sexual. Terapeuta de Casais e Famílias. Terapeuta em EMDR e
Brainspoting
Introdução
| “... Esta não é uma conferência acadêmica. Trata-se, no meu
entendimento, de uma reunião de seres humanos preocupados
em reverter uma das ameaças mais graves que a humanidade
vem enfrentando, e certamente a mais séria depois do fim
das grandes guerras do século passado. Se 27 anos na prisão
tiveram algum efeito, foi o de usar a solidão para
entender o quão preciosas são as palavras e quão real
é a fala em seu impacto, sobre a maneira como as pessoas
vivem e morrem”.
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Nelson
Mandela (2000) |
A Organização das Nações Unidas- ONU- em 29 de julho de 2008
mostrou que os números de casos de Aids cresceram mais de oito
por cento no mundo, chegando a 33 milhões de pessoas infectadas.
A 17ª Conferência Internacional sobre Aids, que terminou dia 8
de agosto do ano de 2008, na cidade do México, fez um apelo para
que os países do Grupo dos Oito (G8) façam um esforço econômico
e lancem um plano de ajuda aos países menos favorecidos. Na América
Latina e no Caribe há 1,83 milhão de infectados e o Brasil
concentra um terço dos casos de HIV da América Latina, com 1,6
milhão de pessoas infectadas. A 17ª Conferência Internacional
da Aids, de agosto de 2008, propôs que Aids necessita de uma prática
de coquetel de estratégias para prevení-la. O Dr. Geoffrey
Garnet (2008), professor de epidemiologia do Imperial College de
Londres, disse, numa sessão plenária, que é indispensável uma
prevenção múltipla e que crie uma sinergia com a população.
Então, a combinação de medidas como: educação para o uso do
preservativo, a circuncisão, uso único e privado de seringas,
mudanças de hábitos sexuais, redução da quantidade de
parceiros sexuais e o início da vida sexual após os quinze anos
de idade, são uma proposta deste coquetel de medidas preventivas.
A Aids é a mais complexa e
devastadora doença que a humanidade já teve que enfrentar.A 17ª
Conferência Internacional sobre Aids anunciou que das 33 milhões
de pessoas infectadas com HIV no mundo, 16 milhões são mulheres.
Há desconhecimento e invisibilidade da feminização da Aids, o
que faz com que as mulheres se vejam com pouco risco, não tomem
decisões sobre suas vidas sexuais e reprodutivas e não ataquem
frontalmente a violência doméstica e sexual contra elas.Essa
citada Conferência alertou que, em todo o mundo, 80% das pessoas
com o HIV não sabem que o têm. Dos 33 milhões de pessoas com
Aids, 22 milhões vivem na África.
Um obstáculo para a prevenção da
Aids no Brasil, é o machismo reinante que despreza e rejeita
qualquer outra expressão de masculinidade diversa, diz Raquel
Child (2008). Também ressaltamos o peso da Igreja Católica e
outros credos religiosos.
As propostas de abstinência, de fidelidade sexual e de uso
indiscriminado de preservativo não são suficientes. Para ter
respostas com mais qualidades, temos que dar um salto em
conhecimento das culturas sexuais e construir respostas
preventivas. A mulher latina está em absoluta desigualdade com
relação ao homem: duas infectadas para cada homem portador do vírus
HIV. Nessa ocasião, Bill Clinton (2008), disse que os obstáculos
para a ação universal contra HIV/Aids são conseqüências da
desigualdade nos sistemas de saúde e educação e também pela
violência de gênero extensa e persistente.
O presidente da rede MTU Networks
Internacional, Bill Roedy (2008) , afirmou dia oito de agosto de
2008, na 17ª Conferência Internacional sobre a Aids, que as
campanhas e mensagens para conscientizar os jovens sobre a
necessidade de prevenir a Aids e buscar tratamento, estão
desgastadas, que devem ser renovadas e que isto se dá porque a
epidemia está conosco há muito tempo.
O
número de mulheres infectadas no Brasil tem aumentado. O
coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer (2008), disse nessa
17ª Conferência Internacional sobre a Aids, que em
2007 a
relação era de 1,5 homens para cada mulher infectada, sendo que
nos anos 80 era de 28 homens para cada mulher. Cresceram os casos
de meninas com idades entre 13 e 18 anos contaminadas pelo HIV em
58,8%, nos últimos dez anos. Nessa faixa etária, há duas
mulheres infectadas para cada homem. (Jornal Hoje, 19/04/08). A
ONU, Genebra, em 29 de julho de 2008, revelou que o Brasil e o México
continuam sendo os países com mais pessoas infectadas por HIV na
América Latina. Em 2007, 370 mil crianças foram contaminadas com
o HIV e aumentou para 2 milhões o número de menores de 15 anos
que sofrem de Aids.
No
Brasil, as mulheres são 10 em cada 25 novos casos e há mais
adolescentes femininos infectados, do que masculinos. Jovens entre
15 a
21 anos desprezam camisinha em relações estáveis. Infelizmente,
aboliram a necessidade de se proteger no sexo nos chamados
relacionamentos estáveis, ou namoros firmes.
Estudos
brasileiros realizados durante as duas últimas décadas e durante
os primeiros anos deste novo século, mostram que as pessoas
possuem, em geral, bons níveis de informações sobre como o HIV
é transmitido e também sobre os meios de prevenção. No
entanto, a percepção do risco pessoal de adquirir uma doença
sexualmente transmissível ou o HIV é extremamente baixa, quando
consideramos o aumento significativo dos casos de HIV/Aids entre
adolescentes, especialmente do sexo feminino, e as mulheres do
nosso país.
A
Linha do Tempo do HIV e da Aids no Mundo
A
Aids já causou a morte de vinte e seis milhões de pessoas desde
1980.
Vejamos a sua linha do tempo.
1981-
Junho-Cientistas dos Estados Unidos identificam os primeiros casos
da Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida, associadas a um mesmo agente ainda desconhecido / 1982-
É definida pela primeira vez a Síndrome Imunodeficiência
Adquirida e anunciadas as formas de transmissão por via sanguínea,
materno-infantil e relações sexuais / 1983- O HIV é
identificado como agente causal da Aids / 1985- O alcance
da epidemia é evidenciado. Em cada região do mundo há notificação
de pelo menos um caso de Aids / 1987- A OMS (Organização
Mundial de Saúde), estabelece o PROGRAMA ESPECIAL sobre Aids. Nos
Estados Unidos é autorizado o uso da azidotomidina (AZT) / 1988-
Em Londres, ministros da saúde de todo mundo se reúnem para,
pela primeira vez, analisar a epidemia da Aids. É celebrado pela
primeira vez, em 1º de Dezembro, o DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A
Aids / 1990- Pesquisadores americanos anunciam um teste
capaz de detectar o vírus em seu início: O ELISA / 1990-
A mulher é a grande protagonista da Aids. Morre Cazuza no Brasil
/ 1992- Os Estados Unidos reconhecem oficialmente o francês
LUC MONTAGNIER como o descobridor oficial do HIV. É testado o
segundo medicamento anti-retroviral: didanosida-DDI. Morre o
cantor Freddie Mercury / 1993- Foi criada a FUNDAÇÃO
MUNDIAL DE PREVENÇÃO E INVESTIGAÇÃO DA Aids e se avalia
positivamente a aplicação de tratamentos combinados / 1994-
Cientistas desenvolvem o primeiro plano terapêutico para reduzir
a transmissão materno infantil do HIV / 1995- No Leste
Europeu é detectado um surto de HIV entre consumidores de drogas
injetáveis / 1996- Foi criado o PROGRAMA CONJUNTO DAS NAÇÕES
UNIDAS DA Aids (UNAIDS)/ 1997- O Brasil é o primeiro país
em desenvolvimento, a facilitar o tratamento com anti-retrovirais
no sistema público de saúde / 1999- Cientistas americanos
descobrem a forma como o HIV invade as células para
multiplicar-se no organismo / 2000- O conselho de segurança
da ONU aprova resolução Assembléia Geral assinalando que a doença
representa uma ameaça para a paz / 2001- O secretário
geral da ONU, Kofi Annan, propõe a criação de um fundo mundial
de combate à Aids. Indústrias
farmacêuticas diminuem os preços dos remédios contra a Aids e
os entregam gratuitamente a países pobres / 2002-
Autoridades sanitárias da China admitem crescimento vertiginoso
do número de pessoas com HIV no país / 2003- O Conselho
Geral da Organização Mundial do Comércio- OMC- aceita permissão
para acesso de países pobres a remédios genéricos. Fracassa o
primeiro teste em grande escala de vacina contra a Aids / 2004-
O Brasil consegue abaixar preço dos anti-retrovirais. Farmacêuticas
em Conferência em Bangcoc, apóiam ajuda para países menos
desenvolvidos / 2005- Cientistas alemães desenvolvem remédio
que diminui a propagação do vírus / 2006- A Revista
“SCIENCE” relata que o HIV teve origem em chimpanzés que
vivem na África Central / 2007- Estudos realizados na África
mostram que a circuncisão masculina pode reduzir em 60% o contágio
por via sexual / 2008- A Câmara de Representantes dos EUA
destina 41 milhões de dólares à Luta Mundial contra a Aids.
Conceitos Teóricos do Sociodrama Construtivista da Aids
Os
problemas são sistêmicos, pois estão intimamente interligados,
são interdependentes e não podem ser entendidos no âmbito da
fragmentação. A nova visão da realidade, de acordo com Capra
(2008), baseia-se na consciência do estado de inter-relação e
interdependência essencial de todos os fenômenos físicos, biológicos,
psicológicos, sociais, culturais e espirituais. Assim, a
psicologia pós-moderna com concepção sistêmica, vê o mundo em
termos de relações e de integrações. A mudança do paradigma
mecanicista para o ecológico não é algo que acontecerá no
futuro, já esta acontecendo nas ciências, nas atitudes e nos
valores individuais e coletivos e em modelos de organização
social. Portanto, para que uma nova consciência ecológica passe
a fazer parte da consciência coletiva, ela terá que ser
transmitida, em última instância, através de meios de comunicação
de massa. Quando privilegiamos pesquisar os laços
intergeracionais de uma cultura, reconhecemos a força social
atual mantida por eles, sobretudo nas camadas empobrecidas.
Indagamos, então, sobre os modos de vida e, sobretudo, os
recursos sócio-emocionais que os pais e avós mobilizam no papel
de cuidar da transmissão de valores, crenças e dados sobre
sexualidade, enfermidade e sobre a vida em geral de seus
descendentes.
Desenhamos
a metodologia da pesquisa do Sociodrama Construtivista da Aids,
também inspirado na Metodologia Multidimensional de Morin (2002).
O exercício de contatar e observar, longe de ser ingênuo,
encontra um pesquisador/ observador que opera em coerência
operacional de sua realização: através da dinâmica estrutural
de sua corporalidade que será ponto de interseção de todas as
conversões das quais ele participa, entrelaçando seu linguajar e
seu emocionar, operando como observador de sua práxis de viver em
“congruência estrutural com o meio” (Maturana, 2002, p. 294).
O método multidimensional exige uma curiosidade por todas as
dimensões do fenômeno humano e também o pleno emprego de
diversas atitudes. Cada investigador, nesta proposta, deve ser
polivalente e, portanto, tanto deve praticar a entrevista quanto a
ação de grupos, quanto deve ser semi-especializado no setor que
o interesse.
O
Sociodrama Construtivista da Aids tem plena afinidade com o
método multidimensional de Morin (2002). Começou seu
desenvolvimento, pela autora deste projeto, em 1983 com grupos de
crianças, adolescentes e adultos de diferentes níveis socioeconômicos.
Este trabalho foi realizado em escolas públicas e particulares, fábricas,
empresas, hospitais, centros de saúde, universidades e outras
instituições semelhantes, em várias cidades do Brasil.
A filosofia deste método é a existencialista, onde
buscamos o conhecimento da realidade no “aqui e agora”, por
respostas espontâneas e criativas, descompromissadas do
fechamento da conserva cultural. Também contamos com o método de
concretização pela dramatização do tema-protagonista de um
drama social; articulada à busca contínua da co-elaboração da
realidade do Construtivismo Social, como método da externalização
do problema, em que o tema-protagonista é desconstruído em sua
significação, sua estrutura e suas práticas sociais. Pela
desconstrução do que seja a Aids imaginária, em seus aspectos
constitutivos de mitos, crenças e valores em relação à doença,
sexo, gênero e drogas; com seus significados contextualizados;
pela externalização do tema protagonista Aids – por meio da
concretização do cenário social onde se estabelece esse tema
– pela dramatização dos vários papéis sociais e a busca de
novas respostas, espontâneas e criativas, pretendemos chegar à
apreensão da Aids biológica, seus meios de transmissão,
sintomas e prevenção.
Questionário
aplicado
Este questionário com 49 questões, na integra, está abaixo.
Todavia, as questões trabalhadas neste artigo são: 24, 30, 31,
32, 33, 35, 36, 37, 38, 41, 42, 43 e 45. Vale ressaltar que este
questionário foi aplicado antes e depois dos Sociodramas
Construtivistas da Aids.


Objetivos
do Projeto Sociodrama Construtivista da Aids
No
Brasil, temos cerca de trinta mil novos casos de Aids por ano,
sendo que os menos favorecidos e com baixa escolaridade, precisam
de trabalhos psicoeducativos que estimulem o debate da realidade
da Aids sob suas óticas locais e culturais, quanto a valores,
mitos, crenças, conceitos de gênero e direito à prevenção.
Necessitamos adaptar os métodos psicoeducativos à uma cultura
brasileira, onde ser adolescente em fase da iniciação sexual,
pode constituir uma vulnerabilidade ao HIV/Aids. Em 2003,
pesquisas com escolas públicas mostraram que a freqüência do
uso de preservativos é baixa, em torno de 33%; e que há diferenças
significativas entre adolescentes masculinos e femininos no trato
da sexualidade e da prevenção.
O
objetivo geral do Sociodrama Construtivista da Aids é, portanto,
conhecer a realidade informativa desses adolescentes sobre
HIV/Aids, o sistema de crenças e valores que sustenta essa
informação e intervir nesse conhecimento através do método
Sociodrama Construtivista da Aids (Zampieri, 1996), e, sem
seguida, reavaliar o mesmo conhecimento, pós-intervenção. Isto
busca a redução de HIV/Aids entre esses adolescentes do sexo
feminino e masculino.
O Método Sociodrama Construtivista da Aids
O
SOCIODRAMA CONSTRUTIVISTA DA Aids, como método de educação
preventiva, que tem como objetivos específicos ampliar as
possibilidades de conscientização correta e adequadamente
proporcional à realidade dos sintomas objetivos e subjetivos, dos
meios de transmissão e prevenção, considerando o contexto onde
o grupo aprendiz está inserido. Esse método propõe um novo modo
de ver e pensar as relações humanas em que a análise individual
e subjetiva é superada pela análise grupal e psicossociológica.
Daí constituir-se numa excelente metodologia psicoeducacional.
Os
públicos alvo deste Projeto foram onze mil adolescentes de
escolas públicas do Butantã.
Resultados Quantitativos do Projeto
Aqui
apresentamos os resultados, em números das respostas assinaladas
como VERDADEIRAS dos adolescentes, aos questionários em anexo,
antes e depois de vivenciarem os Sociodramas Construtivistas da
Aids.
Neste artigo trabalhamos apenas com
as questões 24, 30, 31, 32, 33, 35, 36, 37, 38, 41, 42, 43 e 45,
referentes ao estudo do amor romântico nos comportamentos sexuais
dos adolescentes brasileiros pesquisados.
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Existem
os grupos de risco à infecção ao HIV que
são senhoras casadas.
Antes: 463
Depois: 1.496
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 1.033 |
Quando
as pessoas amam e são fiéis e verdadeiras não têm o
risco de
se infectar por HIV.
Antes: 9.652
Depois: 1.634
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista
da Aids: 8.018 |
|
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 |
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O
amor não previne o HIV.
Antes: 540
Depois: 8.413
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 7.873 |
Quem
ama e confia não corre o risco de ter HIV ou Aids.
Antes: 9.681
Depois: 489
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 9.192 |
 |
 |
|
As
mulheres em geral propõem o uso do preservativo aos
parceiros
sexuais.
Antes: 2.528
Depois: 787
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 1.741 |
As
mulheres em geral não insistem no uso do preservativo com
seus parceiros sexuais porque têm medo de perdê-los.
Antes: 4.105
Depois: 10.371
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 6.266 |
 |
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|
As
mulheres em geral não insistem no uso do preservativo com
seus parceiros sexuais porque acham que Aids não vai
acontecer com elas.
Antes: 4.546
Depois: 10.178
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 5.632 |
As
mulheres em geral não insistem no uso do preservativo com
seus parceiros sexuais porque têm receio de que eles
desistam da relação
sexual.
Antes: 3.843
Depois: 10.551
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 6.708 |
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As
mulheres em geral têm medo de apanhar de seus parceiros
se propuserem o uso do preservativo.
Antes: 2.319
Depois: 10.434
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 8.115 |
Ser
homem é diferente de ser mulher sexualmente.
Antes: 887
Depois: 10.339
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 9.452
|
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 |
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O
homem tem mais liberdade sexual que a mulher.
Antes: 5.793
Depois: 10.433
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 4.640
|
A
mulher se submete aos desejos sexuais do homem.
Antes: 2.835
Depois: 10.608
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 7.773
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Quando
uma mulher de qualquer idade, tem mais auto- estima, gosta
mais dela mesma, corre menor riscos de infecção ao
HIV/Aids: porque ela não aceita o sexo sem segurança,
sem o preservativo.
Antes: 1.678
Depois: 9.285
Diferença antes e depois do Sociodrama Construtivista da
Aids: 7.607
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Análise
e Discussão Estatística dos Resultados Quantitativos

Figura
1: Crenças e Aids
Aids
e o uso de preservativo pelas mulheres
Neste item avalia-se o uso de preservativos pelas mulheres. As
questões que tratavam desse aspecto eram 33, 35, 36, 37 e 38.
Houve impacto estatístico dos Sociodramas Construtivistas da
Aids.

Resultados
Qualitativos
Sabemos que qualquer programa de
prevenção do HIV/Aids precisa levar em conta discussões
contextualizadas e favorecer desconstruções de mitos, e crenças
sobre questões ligadas a gênero. No que se refere aos resultados
obtidos na categoria: sobre Aids e crenças de gênero, houve
mudanças nas respostas dadas após as intervenções dos Sociodrama
Construtivista da Aids.
Quanto a Aids e uso de
preservativos por mulheres, essas questões de gênero estão implícitas
e demonstram a conscientização da recusa de mulheres a usar ou
propor o uso do preservativo para seus parceiros sexuais, seja por
medo de serem mal interpretadas, por medo de apanhar deles, de
perder a relação sexual ou de perdê-los como companheiros.
Aqui está uma denúncia
fundamental desta pesquisa: as campanhas de prevenção contra a
Aids devem levar em consideração que a necessidade de afiliação
das adolescentes a um homem, seja ele namorado, “ficante”, ou
exclusivamente parceiro sexual, é maior do que a prevenção
contra o HIV, e, da mesma forma, doenças sexualmente transmissíveis
e gravidezes indesejadas. Reafirmamos que as escolas públicas,
seus alunos, as famílias e seus filhos, necessitam de programas
de educação continuada, que sejam efetivos na possibilidade de
educarem clara, objetiva, contextualizada e eficazmente, a si
mesmos e a seus jovens alunos e filhos.
As
questões da sexualidade e da infecção do HIV/Aids ligadas a gênero,
foram as que mais despertaram discussões acaloradas entre os
adolescentes; foram momentos de expressões emocionais maiores de
gritos, risos, alguns choros e de aplausos e/ou vaias freqüentes.
Houve denúncias indiretas sobre a gravidez na adolescência, com
referência ao abandono do rapaz à grávida e ao filho. Os
aspectos de dupla moralidade, de homofobia e da discriminação da
mulher pró ativa em sua sexualidade, fizeram-se presentes, como
se pode ver nas narrativas abaixo. Outra importante discussão é
a relativa à transmissão vertical do HIV. Os adolescentes
mostraram-se muito pouco informados sobre isso.
| “...meu avó
falou que isso é porque o mundo tá no fim...as mulheres
casadas, que só trabalha pro marido e pros filhos... elas
tá pegando Aids do marido safado...” |
Miriam, 13 anos, 2007.
Personagem Sociodramática Mulher Casada |
Existem
os grupos de risco à infecção ao HIV que são senhoras casadas.
| “...qualquer
um de nós aqui: preto ou branco...a gente já sabe o que
fazer para não pegar...então, se a gente não se cuidar
na hora do vamô vê...a gente pega...é para qualquer um
a Aids...” |
Selma, 11 anos, 2007.
Personagem Sociodramática Amante
|
Quando
as pessoas amam e são fiéis e verdadeiras não têm o risco de
se infectar por HIV.
| “...
duro de ter que acreditar que o garoto da gente pode ter
essa doença...ele não é dos que saem dando por aí...cara...ele
é namorado da gente...e pode ter isso da
Aids...coitado...às vezes ele pegou de um cara aí...e
nem se ligou...”
|
|
Fernando,
14 anos, 2008.
Personagem Sociodramático Homossexual |
O amor não
previne o HIV.
| “...só
se ferrando pra aprender, minha tia confiou e se ferrou
tadinha...ela era só do meu tio, mas o meu tio, homem é
safado, era de todas que davam mole para ele...os dois se
ferraram...não dá pra confiar mais em marido, nem em
muita mulher com cara de santa por aí...”
|
|
Joel,
14 anos, 2007.
Personagem Adolescente Revoltado |
Quem
ama e confia não corre o risco de ter HIV ou Aids.
Ainda referente à questão de gênero
e especificando a postura feminina quanto a propor e/ou exigir o
uso do preservativo masculino por parte de seus parceiros sexuais,
as narrativas mostram, claramente, a grande dificuldade dessa
forma de fazer e viver o sexo seguro; por razões de poder, de
machismo, de violência doméstica e de abusos sexuais
intrafamiliares. O que também impressiona é o medo da chamada
adolescente moderna, em perder o parceiro sexual e, para isso,
submeter-se a ele e ao risco do HIV.
|
“...só
as que não têm medo dos maridos...as que não vão para
rua...as que compram a própria comida...e olha que não são
poucas...elas sustentam a casa e os filhos, eles são
malandros...as mulheres casadas não sabem o que é
camisinha não...e não vão falar isso pro marido...só
as que usa pra evitar filho...”
|
|
Ceneide, 15 anos, 2007.
Personagem Sociodramática Mulher Casada |
As
mulheres em geral propõem o uso do preservativo aos parceiros
sexuais.
| “...
não dá ...eles reagem assustados, ou bravos...se eu
estou casada com ele...ele sabe que eu devo ser fiel e ele
também...se eu falo daí...vamos usar? ... ou se é o
namorado? Vai achar que eu tenho uma doença? Ou o que vai
pensar de mim?...” |
|
Rogéria, 18 anos, 2008.
Personagem Sociodramática Mulher Casada |
As
mulheres em geral não propõem o uso do preservativo aos
parceiros sexuais.
| “...a
verdade é nua e crua: se eu ficar cheia de frescuras, ele
vai achar outra rapidinho que não vai ficar exigindo a
camisinha...você perde o cara e ele ainda sai espalhando
coisa ruim de você pela galera toda...”
|
|
Telma, 17 anos, 2006.
Personagem Sociodramática Adolescente Moderna |
As
mulheres em geral não insistem no uso do preservativo com seus
parceiros sexuais porque têm medo de perdê-los.
| “...
no fundo no fundo se eu sou legal e ele também...fala a
verdade...é muito azar pegar a Aids, concorda? Eu não
imagino que isso pode acontecer comigo, minha mãe e
minhas irmãs...e até certas amizades...É duro achar que
um cara bacana e que goste de mim, vai me passar
isso...”
|
|
Soraia, 16 anos, 2006.
Fase do Compartilhar |
As
mulheres em geral não insistem no uso do preservativo com seus
parceiros sexuais porque acham que Aids não vai acontecer com
elas.
| “...eu
já até vivi isso na própria carne...pode
acreditar...eles largam a gente no meio da coisa, sabe
como é? Ali, tudo quente, tudo acontecendo e ele
sai...vai embora e vai achar outra no outro lado do salão...que
não exige nada...os caras não estão nem aí, porque,
sobra garota pra todos eles...Daí às vezes você tá
carente e acaba cedendo...sabe como é? Depois vem a
preocupação, o medo...mas a gente não é de ferro...a
gente, uma hora, fica carente...”
|
|
Maisa, 17 anos, 2006.
Personagem Adolescente Carente |
As
mulheres em geral não insistem no uso do preservativo com seus
parceiros sexuais porque têm receio de que eles desistam da relação
sexual.
| “...eu
sei o que as mães da gente passam...elas apanham sim e
ficam com vergonha...mas elas não são de ter diálogos
abertos com os homens...elas fazem o que podem para eles
ficarem calmos...e eles ainda por cima bêbados...mas se
brincar, tem gente aqui da nossa idade, que já tá
apanhando dos caras...um tapinha aqui, outro ali...e a
gente gosta de voltar depois...Camisinha? Os caras daqui não
sabem o que é isso não...”
|
|
Margarete, 17 anos, 2006.
Personagem Adolescente Moderna |
As
mulheres em geral têm medo de apanhar de seus parceiros se
propuserem o uso do preservativo.
É bem conhecida a força da influência grupal sobre questões de
mudanças de comportamento e de buscas de pertencimento,
especialmente na fase da adolescência. Os pesquisados deixam isto
bem claro em suas narrativas, durante os Sociodramas
Construtivistas da Aids. Inclusive falam de métodos de educação
onde possam dialogar, divertirem-se discutindo e onde caibam seus
discursos de auto afirmação e próprios da onipotência juvenil.
| “...
eu mesmo não sabia de um montão de coisas que aprendi
aqui hoje...e eu me diverti aqui, achei legal...mas a
gente sai com a cabeça diferente daqui...é pra
pensar...”
|
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Frederico, 14 anos, 2006.
Fase do Compartilhar |
Ser homem
é diferente de ser mulher sexualmente.
| “...a
gente até é livre também para fazer o sexo com quem a
gente quer...mas os caras podem fazer tudo...e são
valorizados...cara que quer logo de cara, que tem a
pegada, ele é o cara.... a gente às vezes é até mal
vista, ou eles até inventam coisas da gente e falam
coisas horríveis...”
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Veruska,
16 anos, 2006.
Personagem Sociodramática Adolescente Carente |
O homem
tem mais liberdade sexual que a mulher.
| “...eles
fazem daquele jeito que às vezes você não quer, não
vai gozar, não vai ter prazer, pode até ter dor...mas a
gente quer agradar o cara...e acaba fazendo muita coisa
que depois vai se arrepender e chorar muito...eu acho que
a mulher é muito coração e fala sim pras coisas pra
eles...são mais egoístas...a gente é mais de entender,
ficar com pena, eles sabem como enrolar a gente...”
|
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Francine, 17 anos, 2006.
Personagem Sociodramática Adolescente Carente |
A mulher
se submete aos desejos sexuais do homem.
A
vulnerabilidade aumentada à infecção ao HIV/Aids, fica
claramente demonstrada nas narrativas que os adolescentes
apresentam, quando há comportamentos de risco ligados ao uso de
drogas e álcool.
| “...
bom, de cara cheia a a gente esquece até do nome da
garota, vai lá lembrar da camisinha?...e elas também
enchem a cara, viu?...eu sei que as drogas deixam a gente
às vezes tão lesado...qualquer dia esse pessoal se ferra
por aí...”
|
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Leandro, 15 anos, 2006.
Personagem Sociodramático Marido Infiel |
Quando uma mulher de qualquer idade, tem mais auto- estima, gosta
mais dela mesma, corre menor riscos de infecção ao HIV/Aids:
porque ela não aceita o sexo sem segurança, sem o preservativo.
Estas
narrativas, selecionadas das vivências dos adolescentes nos
Sociodramas Construtivistas da Aids, mostram, parafraseando Macedo
(1996), que pais e professores se preocupam com a vida sexual e a
prevenção da Aids. Todavia, essas preocupações não se tornam
atitudes, ocupações efetivas. Os motivos são diversos: falta de
formação/ educação sexual pessoal; repetição de modelos
transgeracionais; vergonha, constrangimento, a manutenção do
sexo como tabu, apesar dos discursos de liberdade ouvidos e
propostos pela mídia, entre outros. Todavia, pais e professores não
apresentam, de acordo com estas pesquisas, dentro da sala da casa
ou das aulas, comportamentos de educação sexual, que se
traduzam, concretamente numa transmissão de valores e atitudes
para uma educação sexual saudável e preventiva de gravidez
precoce, abusos e violências sexuais e do HIV/Aids.
| “ ...os professores daqui são até legais, alguns param a aula para
ensinar coisas da vida...mas é pouco ainda e a galera
avacalha, dá risada...”
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Tales, 15 anos, 2006.
Personagem Sociodramático Professor Legal |
Esta pesquisa facilitou esse nível de reflexão aos adolescentes,
para que a aprendizagem da prevenção do HIV/Aids não seja
apenas uma imposição dos cuidadores da saúde e da educação,
mas uma oportunidade de construção de novas narrativas
referentes às suas vidas sexuais e eróticas; e a desconstrução
de crenças e mitos sobre o amor, as relações afetivas, sexuais,
eróticas e a Aids. A amostra da pesquisa, com o número de onze
mil adolescentes, e pelo impacto que o método do Sociodrama
Construtivista da Aids causou, de acordo com as análises estatísticas
inclusive, trouxe dados quantitativos confirmados pelos
qualitativos cujo maior benefício é possibilitar a percepção
da subjetividade por meio das reflexões contidas nas narrativas
dos pesquisados. Os resultados numerosos e as narrativas dos
participantes desta pesquisa, oferecem verdadeiros “Raio X” do
que acontece com nossos adolescentes, especialmente as meninas
mais pobres e de peles mais escuras que, sob um discurso
“moderno” de liberdade sexual, vivem valores baseados em crenças
e mitos e colocam-se em situações de comportamentos sexuais,com
predominância do amor romântico para a busca da auto afirmação,
com irresponsabilidades tornando-as vulneráveis e com pouca
autonomia emocional, na decisão de suas escolhas amorosas,
afetivas e eróticas. Há uma “falsa liberdade” na condição
de pró-atividade sexual feminina da adolescente brasileira.
Humberto
Maturana (1980) já nos dizia que a comunicação não é uma
simples transmissão de informações, mas uma coordenação de
comportamentos, com interações recorrentes, através das quais
as pessoas em interação mudam juntas. Em grupo, os jovens
observam, distinguem observações, se auto observam e se associam
a conceitos para descrever a si mesmos. É nesse fluxo de intervenções
e de relações de conviver com os temas da sexualidade, amor romântico
e da Aids, que o Sociodrama Construtivista da Aids tem sua base
filosófica e epistemológica, onde a visão da vida sexual e da
Aids é apenas mais uma visão construída uns com os outros do
grupo, e não “a visão”.
No
início deste trabalho citamos Bill Roedy (2008) que na 17ª
Conferência Internacional sobre a Aids, no México em 2008, pediu
que o mundo se inspirasse na construção de campanhas inovadoras
para a construção de mensagens e conscientização dos jovens,
que continuam a se infectar, especialmente entre
13 a
19 anos. O Sociodrama Construtivista da Aids é uma dessas
propostas, pois trabalha articulando as informações às emoções,
sentimentos, valores e crenças dos jovens especialmente ligados
ao amor romântico, pedras angulares de seus comportamentos
sexuais. Além disso, o método usa linguagem familiar e
pertencente ao cotidiano das vidas dos grupos.
É
preciso que cada um de nós assuma sua própria responsabilidade e
modifique sua vida
para contribuir ao bem estar da comunidade. Se aspiramos otimizar
a saúde individual e coletiva, precisamos estar atentos a todos
os aspectos interligados e interinfluenciados do bem estar físico,
sexual, emocional, mental, existencial e espiritual. Se desejamos
levar saúde sexual à comunidade, precisamos aprender a cultivá-la
em nós mesmos. Este é o nosso maior desafio! afirmação e
próprios da onipotência juvenil.
Referências
Bibliográficas
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Mutação. São Paulo: Cultrix. (2002). As Conexões ocultas. Ciência para uma vida sustentável.
Cultrix. São Paulo.
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Extraído do boletim número 45 da ABIA.
* MATURANA, H. (1999). Transformación
en
la Convivencia.
Santiago
de Chile: Dolmen Ediciones.
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MORÉ, C.; MACEDO, R.M. (2006). Psicologia
na comunidade. São Paulo: Casa da Psicologia.
* MORIN, E. (1994). Introducción al
pensamento complejo.
Editorial GEDISA. Barcelona.
* MORIN, E. (1996). Ciência com Consciência. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil.
* SCHNITMAN, Dora (org.) (1996). Novos Paradigmas, Cultura e
Subjetividade. Porto Alegre: Artes Médicas.
* WALSH. F. (2005). Fortalecendo
a Resiliência Familiar: São Paulo: Roca.
* ZAMPIERI. A.M.F. (1996). Sociodrama Construtivista da AIDS. Método
de Construção grupal na educação preventiva da Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida. Campinas: Psy.
* ZAMPIERI. A.M.F.
(2004). Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade.
Sexualidade conjugal e prevenção do HIV e da AIDS. São
Paulo: Ágora.
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